Arranger Workstation: A abertura do mercado para artistas a solo

A elevar a experiência dos teclados portáteis de gama alta

Nos primórdios, os teclados portáteis eram frequentemente vistos como instrumentos destinados a principiantes, crianças e jovens — por serem portáteis e não exigirem conhecimentos específicos ou técnicas de execução avançadas, não eram considerados instrumentos sérios. O lançamento do PS-6100 em 1984 deu uma nova direção à imagem dos teclados portáteis.

A mudança mais significativa esteve no número de teclas. Até então, os modelos de teclados portáteis tinham no máximo 49 teclas, já que mais do que isso comprometeria a sua portabilidade e simplicidade. O PS-6100 foi o primeiro modelo a incluir 61 teclas de tamanho normal, o mesmo número do sintetizador DX7, que desde o seu lançamento no ano anterior se tornara um sucesso mundial. Com 61 teclas, o PS-6100 estava à altura de funcionar como um teclado profissional. E, com uma caixa desenhada pelo arquiteto e designer italiano Mario Bellini, o PS-6100 trouxe uma imagem totalmente nova para os teclados portáteis. Como expoente máximo desta categoria, recebeu a designação “Keyboardissimo”, representando o culminar da tecnologia eletrónica da Yamaha na época.

O PS-6100 possuía o mesmo gerador de sons FM do DX7 e um gerador de sons PCM, além de ser compatível com MIDI — então em rápida ascensão como padrão técnico para a troca de dados de execução entre instrumentos musicais eletrónicos, independentemente do fabricante —, e vinha até com um Manual MIDI, além do manual de instruções. Na verdade, nessa altura, nenhum dos sintetizadores da empresa incluía ainda um gerador de sons multitimbral capaz de receber vários canais MIDI (isso só era possível no TX816, com os seus múltiplos módulos de gerador de sons). Tal como outros teclados, o PS-6100 apenas conseguia receber e transmitir um tipo de dados: se as teclas estavam pressionadas (on) ou libertadas (off). No entanto, podia receber múltiplos canais para controlo de volume, permitindo o controlo MIDI individual de Orchestra Upper, Orchestra Lower, Solo, Bass, Chords e Rhythm, além de possibilitar a comutação entre padrões de ritmo.

Com um preço de 220.000 ienes, o PS-6100 custava mais de 50.000 ienes acima do PC-1000, o modelo mais caro até então. Contudo, era capaz de tocar seis vozes (Voices) diferentes em simultâneo (incluindo ritmo) e dispunha da função Auto Bass Chord, da função Music Programmer para gravação e de outras funções que, normalmente, exigiriam hardware adicional, como um sequenciador MIDI. Considerando que tudo isto era oferecido num único instrumento, o custo era bastante razoável em comparação com o preço de 248.000 ienes do DX7. Porém, o período garantido de armazenamento de memória para a função Music Programmer era, na altura, de apenas cinco dias; para guardar dados por mais tempo era necessário recorrer a um gravador de cassetes com interface dedicada (os dados tinham de ser gravados como áudio). Embora hoje isto pareça impensável, esta especificação demonstra que o produto foi concebido com recurso à tecnologia mais avançada disponível no seu tempo.

  • PS-6100

PS-6100

Para além disso, a notável conceção de Mario Bellini, que incluía um painel de controlo articulado capaz de se dobrar sobre o teclado, foi distinguida com um Good Design Award em 1984. O painel de controlo integrava numerosos interruptores e deslizadores que necessitavam, de forma evidente, de ligação eléctrica às teclas. Tendo em conta a tecnologia disponível na época, assegurar a alimentação eléctrica de componentes móveis terá representado um desafio verdadeiramente hercúleo; actualmente, cabos planos são amplamente utilizados para permitir a ligação de elementos sujeitos a flexão.

  • PSR-70

No ano seguinte ao lançamento do PS-6100, a Yamaha apresentou os modelos PSR-50, PSR-60 e PSR-70, todos compatíveis com MIDI. Estes três modelos marcaram o início do lema “Digital Entertainment Keyboard” para os produtos Portatone. A rapidez da inovação tecnológica nesta época é evidente no preço do PSR-70: 128.000 ienes, pouco mais de metade do valor do PS-6100, apesar de possuir as mesmas especificações do gerador de som e o mesmo número de teclas (61).

No ano seguinte, em 1986, foi apresentado o PSR-6300, que manteve o painel de controlo rebatível do PS-6100. Embora tivesse um preço de 218 000 ienes — semelhante ao do PS-6100 —, o PSR-6300 marcou o início de uma abordagem mais orientada para a produção musical por parte da Yamaha. Uma das funções mais reveladoras dessa mudança foi a Rhythm Step Light. Até então, para criar e gravar acompanhamentos originais, os programadores musicais tinham de seleccionar um padrão rítmico básico e executar o acompanhamento em tempo real no teclado enquanto o ritmo decorria. A resolução disponível era de semicolcheias, pelo que qualquer imprecisão de tempo durante a gravação, ou o início da programação antes de as frases estarem bem definidas, podia gerar confusão rítmica e conduzir facilmente a um impasse criativo. A função Rhythm Step Light passou a permitir a introdução de ritmos mesmo sem a capacidade de os executar em tempo real.

Na realidade, a função Rhythm Light foi verdadeiramente revolucionária, uma vez que explorava um conceito distintivo dos teclados portáteis: a utilização das teclas como meio de introdução de dados. Sobre as teclas do PSR-6300 encontravam-se impressos ícones dos sons de percussão utilizados. As teclas da metade esquerda apresentavam a numeração de 1 a 32, correspondendo cada tecla a um passo em dois compassos de semicolcheias (16 × 2 = 32), permitindo a introdução directa desses valores. Por exemplo, para inserir um som de bombo em cada tempo forte, bastava manter pressionada a tecla do bombo na metade direita e premir as teclas 1, 5, 9, 13, 17, 21, 25 e 29 na metade esquerda. Estas teclas numeradas funcionavam exactamente como os ecrãs de introdução matricial das caixas de ritmos. Numa época em que os ecrãs LCD ainda não estavam amplamente difundidos, este tipo de operação exigia normalmente painéis repletos de botões e interruptores dedicados. Nesse contexto, a opção por utilizar as teclas em vez de comandos físicos revelou-se particularmente engenhosa.

Por detrás da adopção deste método de introdução “não em tempo real”, baseado na pressão das teclas para criar música, encontrava-se a intenção da Yamaha de tornar a criação musical mais acessível a um maior número de pessoas, bem como a influência emergente do DTM, ou “desktop music”, que viria a ganhar grande popularidade no Japão. A partir deste momento, os teclados portáteis deixaram de ser apenas instrumentos concebidos para a execução tradicional, passando também a integrar elementos próprios da produção musical.

O PSR-6300 era igualmente compatível com o armazenamento de dados em cartuchos de RAM, uma melhoria significativa face à anterior ligação a gravador de cassetes — que o modelo continuava, ainda assim, a incluir.

  • Mario Bellini and the PSR-6300

Mario Bellini e o PSR-6300

DSR-1000/2000, os primeiros teclados tudo-em-um da Yamaha

  • DSR-2000 / DSR-1000

À medida que o padrão MIDI ganhava popularidade na gravação profissional e na música produzida por computador, os teclados portáteis utilizados nesses contextos para construir conjuntos completos a partir de um único dispositivo começaram a integrar funcionalidades MIDI de grande escala. Embora o PSR-6300 e outros teclados da sua geração fossem capazes de receber em vários canais MIDI (16 canais para transmitir diferentes dados musicais), o controlo de volume era praticamente a única função possível fora do canal principal. Isso mudou com o lançamento dos DSR-1000 e DSR-2000, em 1987, para comemorar o 100.º aniversário da Yamaha — os novos teclados vinham equipados com geradores de sons capazes de receber em modo multicanal. Agora, os músicos podiam tocar diferentes partes com até quatro sons (Voices) no seu teclado portátil enquanto recebiam dados MIDI de um sequenciador externo (além de reproduzir ritmos). Embora a polifonia fosse limitada, era possível criar um conjunto com um som (Voice) de piano a tocar acordes de quatro notas, um som (Voice) de metais a tocar duas notas, um som (Voice) de flauta a interpretar uma melodia de nota única e um som (Voice) de baixo em nota única.

Esta função foi reforçada em parte devido à popularização mundial da música criada com sintetizadores e sequenciadores no final da década de 1980. Ao contrário dos teclados portáteis anteriores, o DSR-1000 e o DSR-2000 eram acompanhados por um manual de instruções que começava com a explicação das funções de sintetizador, seguindo depois para a criação de sons, o compositor rítmico e o gravador de sequências — tratava-se, na prática, de um manual para um sintetizador tudo-em-um. Quando a série DSR foi lançada, em 1987, nenhum produto da categoria de sintetizadores possuía um sequenciador incorporado — o V50, lançado em 1988, foi o primeiro —, conferindo ao DSR um justo reconhecimento como o primeiro sintetizador verdadeiramente tudo-em-um.

Compromisso com sons autênticos

Avanços tecnológicos notáveis vieram reforçar as funções de sequenciador, sintetizador e MIDI dos teclados portáteis. Com a integração de um número crescente de recursos avançados, estes instrumentos tornaram-se progressivamente mais complexos, criando uma barreira significativa, sobretudo para principiantes e crianças. Para responder a este desafio, a Yamaha evoluiu a série PSR, afastando-se dessas dificuldades e devolvendo o foco aos teclados portáteis enquanto instrumentos pensados para serem tocados de forma intuitiva. Uma das principais alterações ao nível das especificações do gerador de som foi a introdução do Dual Architecture Synthesis System (DASS). Embora os teclados portáteis de gama elevada da época já integrassem geradores de som FM, recorriam igualmente a geradores de ritmo PCM baseados em amostragem — uma técnica que consiste no registo digital de sons de instrumentos reais —, aproveitando a popularidade do método e a facilidade em obter sons realistas, próximos dos instrumentos acústicos. A amostragem de instrumentos de percussão revelava-se relativamente simples, uma vez que sons como bombo, caixa, pandeireta e outros instrumentos de percussão têm curta duração e produzem apenas uma ou poucas alturas sonoras. Em contraste, a amostragem de um piano exigia uma enorme quantidade de dados, devido à maior duração de cada nota e à necessidade de captar amostras para cada uma das 88 teclas, bem como para diferentes intensidades de execução. Naquele período, o custo da memória tornava inviável a criação e produção em massa de sons de piano amostrados para teclados portáteis a preços acessíveis ao público. O gerador de som DASS foi desenvolvido precisamente para resolver este problema, permitindo obter sons realistas com um consumo mínimo de memória. Tal foi alcançado através da utilização de amostras muito curtas apenas do ataque — o som inicial que determina a percepção do som —, sendo o restante prolongamento e reverberação gerados por síntese FM. Os geradores DASS surgiram na série EOS e noutros instrumentos da categoria de sintetizadores, funcionando como antecessores dos sistemas AWM, actualmente utilizados na criação da maioria dos sons dos teclados portáteis a partir de amostras completas.

Apesar de quase todos os geradores de ritmo existentes recorrerem à tecnologia PCM, a simulação de instrumentos afinados, como o piano, exigia a combinação de várias amostras para cada som. As limitações tecnológicas da época impediam a amostragem integral das 88 teclas, pelo que se optava por captar apenas algumas alturas — desde poucas até algumas dezenas — e ajustar a frequência de reprodução para as notas próximas. Este método, conhecido como multisampling, foi adoptado de forma sistemática pela Yamaha no processo de amostragem aplicado ao gerador DASS. A introdução desta tecnologia tornou os sons dos teclados portáteis mais realistas e apelativos, alargando o seu atractivo a um público mais vasto. Esta melhoria nas especificações do gerador de som — um elemento fundamental de qualquer instrumento electrónico — contribuiu de forma decisiva para aumentar o prazer de tocar música. Paralelamente, a Yamaha introduziu novas ideias relacionadas com a execução musical. Exemplos disso são a roll bar e o pitch bend roller presentes nos modelos PSR-2500, PSR-3500 e PSR-4500. A colocação destes controlos rotativos sob a palma da mão permitia controlar o volume, através da roll bar, e alterar a altura do som, através do pitch bend, enquanto se tocavam as teclas. Entre outras funções destacavam-se ainda o Sustain e o Dual Voice. O Sustain reproduzia um efeito semelhante ao do pedal de sustentação de um piano, permitindo prolongar o som após a libertação das teclas. Esta função assumia particular importância nos teclados portáteis, que não dispunham de controlos por pedal e eram tocados exclusivamente com as mãos. O Dual Voice correspondia ao que hoje se designa por sobreposição de sons, possibilitando a execução simultânea de dois sons distintos. Independentemente da terminologia utilizada na época, é relevante notar que, neste momento, funções consideradas padrão em sintetizadores e outros instrumentos electrónicos modernos já se encontravam disponíveis nos teclados portáteis.

  • PSR-4500

PSR-4500

O PSR-4500 estava igualmente equipado com um reverberador digital. Na década de 1980, os reverberadores digitais evoluíam a um ritmo vertiginoso. Na primeira metade da década, eram produtos de gama alta, encontrados apenas em estúdios de gravação. O lançamento do SPX90, em 1985, acelerou a sua popularização e, no final dos anos 1980, muitos modelos já tinham sido adotados como processadores de efeitos incorporados em instrumentos eletrónicos. Os teclados portáteis acompanharam esta tendência e, com ela, evoluíram de simples instrumentos eletrónicos para instrumentos musicais capazes de produzir som de alta qualidade.

A evolução do painel e dos estilos preparou o caminho para o futuro

À medida que a Yamaha dominava o sequenciamento MIDI, as funções de criação sonora ao estilo dos sintetizadores e outras tecnologias de ponta, os teclados portáteis evoluíram até se tornarem verdadeiras ferramentas integradas de produção musical. As funções de sequenciação avançavam rapidamente nessa altura e, embora a Yamaha pretendesse promover as capacidades avançadas dos teclados, continuava a valorizar o seu papel enquanto instrumentos pensados para serem tocados. A análise dos manuais de instruções dos teclados portáteis lançados na década de 1990 ilustra bem esse dilema. O manual do PSR-6700, lançado em 1991, abria com uma explicação do sequenciador e destacava as funções de gravação, enquanto o manual do PSR-5700, de 1992, começava no Japão pela selecção de sons e instruções de execução, mas dava prioridade às funções de sequenciação na versão destinada ao estrangeiro. Já todos os manuais do PSR-SQ16, também de 1992, iniciavam com a selecção de sons e orientações para tocar. Esta variação na organização da informação reflecte claramente a dificuldade da Yamaha em decidir o que deveria ser mais enfatizado.

O PSR-SQ16 encontrava-se equipado com um gerador de som de 16 canais, capaz de reproduzir mais 11 partes do que as cinco convencionais — Ritmo, Baixo, Orquestra Superior, Orquestra Inferior e Solo —, afirmando-se como um instrumento completo para a produção musical. Embora as especificações do gerador de som ultrapassassem claramente as necessidades de execução em tempo real, o PSR-SQ16 representava de forma exemplar o nível mais avançado de integração de semicondutores e de tecnologia de software disponível na época. Ainda assim, a evolução das funções de sequenciação acabou por dar lugar ao aperfeiçoamento das funções de estilos, hoje indispensáveis nos teclados portáteis modernos.

A qualidade das funções de estilos registou um avanço significativo com o sistema de estilos melhorado desenvolvido pela Yamaha para os modelos PSR-1700 e PSR-2700, lançados em 1993. Este sistema representava a consolidação da experiência da marca em acompanhamento automático e articulava-se de forma eficaz com o formato normalizado baseado no Standard MIDI File (SMF) e no Style File Format (SFF), desenvolvidos em paralelo, que facilitaram a produção e a disponibilização de estilos. A possibilidade de criar e fornecer estilos em formato SMF, que ganhava popularidade na época, revelou-se particularmente vantajosa, permitindo à Yamaha recorrer a criadores externos para desenvolver estilos adicionais, complementando o trabalho dos seus próprios programadores. Este processo contribuiu de forma decisiva para o aumento simultâneo da qualidade e da quantidade de estilos disponíveis.

  • PSR-2700

PSR-2700

O PSR-6000, lançado em 1994, incluía um grande painel LCD, uma conquista possibilitada pelas inovações nos componentes eletrónicos. Até então, a maioria dos teclados tinha apenas visores LED de sete segmentos ou LCD monocromáticos de duas linhas, mas o PSR-6000 apresentava um grande ecrã (116,2 mm x 90 mm) com interface gráfica e texto. Isto permitia verificar visualmente pontos de divisão, oitavas e muito mais, além do ecrã de edição de sequências. O ecrã não era tátil, como é comum hoje, mas os botões dispostos nos lados esquerdo e direito e a roda (dial) em baixo tornavam provavelmente a operação mais fluida do que antes. Com uma drive de disquetes de 3,5 polegadas para armazenamento de dados, o PSR-6000 oferecia já um vislumbre daquilo a que mais tarde chamaríamos teclados digitais (workstation). No ano seguinte (1995), foi lançado o PSR-7000, um modelo de topo para utilização doméstica. Com um ecrã e uma roda (dial) para controlar drawbars de órgão, uma pauta musical que mostrava as notas dos acordes, uma função que facilitava a criação de padrões de acompanhamento autênticos e muitas outras funções profissionais, o PSR-7000 tornou-se um sucesso entre músicos de clubes noturnos e outros intérpretes.

O seu sucessor, o PSR-8000, manteve a mesma caixa e interface, mas vendeu mais do dobro graças às melhorias na criação sonora e nas funções procuradas pelo mercado. A nova função Groove & Dynamics permitia alterar temporariamente o timing de execução, a intensidade (dinâmica) e a duração (gate time) das notas dos estilos (Styles) predefinidos durante a reprodução, reforçando o groove e aumentando de forma notável a variedade de estilos (Styles) — algo que foi amplamente aclamado. Em 1999, a Yamaha lançou o PSR-9000, que trouxe um design e uma interface substancialmente renovados, sons mais refinados e colunas de melhor qualidade. Os utilizadores adoraram os novos sons Cool! e Live!, mas o teclado pesava 22,5 kg (mais 6,5 kg do que o modelo anterior), o que levou à decisão de não integrar colunas nos modelos seguintes.

No ano seguinte (2000), a Yamaha apresentou o 9000Pro, um modelo profissional com 76 teclas e sem colunas. Tratava-se de um produto ambicioso — além de um nome de modelo invulgar que começava com um número em vez da designação PSR, podia ser ligado a um teclado de computador e dispunha de portas para saída de monitor, ligação direta a computador, dispositivos SCSI-2, bem como módulos de expansão de geradores de sons PLG-150VL e PLG-150AN, comercializados para sintetizadores.

  • 9000pro

9000pro

Arranger Workstations: Um sucesso nos países em desenvolvimento graças à produção local para consumo local

  • A Yamaha iniciou a produção de teclados de entrada de gama na sua fábrica de Tianjin, na China, em 1990. Em 1997, foi criada a Yamaha Music Manufacturing Asia (YMMA), na Indonésia, tendo a produção em grande escala de workstations arranger arrancado em 2001. Os modelos PSR-2000 e PSR-1000, lançados nesse ano, baseavam-se no modelo de topo PSR-9000 e apresentavam um aumento significativo da memória disponível e do número de estilos. Esta expansão conduziu à introdução do Music Finder, uma nova função que permitia pesquisar conteúdos por estilo, ritmo e outros critérios. Os dados de estilos sempre constituíram um elemento fundamental do conceito dos teclados portáteis. Por esse motivo, na década de 2000, período em que a inovação electrónica se generalizou em todos os sectores, as soluções de software passaram a assumir um papel cada vez mais relevante. Nesse contexto, a Yamaha iniciou uma reformulação profunda do sistema de firmware e do painel de controlo, adaptando os instrumentos para facilitar a disponibilização futura de conteúdos adicionais e de especificações alargadas. Estas bases técnicas viriam igualmente a servir de fundamento para a posterior série Tyros.

  • A fábrica Yamaha Music Manufacturing Asia, fundada em 1997

    The Yamaha Music Manufacturing Asia factory, established in 1997

O ciclo de modelos nesta fase foi extraordinário, com o lançamento dos PSR-2100/1100 em 2003, seguido de perto pelos PSR-3000/1500 em 2004. Em 2007 chegaram os PSR-S900/S700, os primeiros da série S, que estabeleceram as bases para a atual linha de produtos.

A partir dos PSR-S950/750, lançados em 2012, os teclados passaram a permitir a expansão de formas de onda através de memória flash incorporada, melhorando de forma significativa a fidelidade do conteúdo local. A Yamaha lançou vários Packs de Expansão Voice & Style, que permitiam criar inúmeras vozes (Voices) e, ao mesmo tempo, estimularam as vendas de dados de vozes proprietários. Em 2015, a empresa lançou o PSR-S970, com oito vezes mais memória de formas de onda. Três anos depois, apresentou o PSR-S975, o último da série S. Os teclados, desde o PSR-2000 até ao PSR-S975, foram um verdadeiro sucesso no Sudeste Asiático — especialmente na Indonésia —, ajudando a Yamaha a recuperar quota de mercado à Technics, que tinha dominado até à década de 1990.

  • A roadshow for Organ Tunggal

Um roadshow de Órgão Tunggal

Em paralelo, crescia no Médio Oriente a procura por workstations arranger concebidas especificamente para a música dessa região. Para responder a essa necessidade, a Yamaha lançou vários modelos destinados ao mercado do Médio Oriente: o PSR-A1000, baseado no PSR-2000, em 2002; o PSR-OR700, baseado no PSR-3000, em 2007; o PSR-A2000, baseado no PSR-S910, em 2011; e o PSR-A3000, baseado no PSR-S950, em 2015. Os painéis frontais destes modelos foram concebidos para facilitar a afinação das escalas, um aspecto essencial na execução em conjunto com instrumentos acústicos característicos da região.

O PSR-A3000 passou também a suportar expansão de formas de onda, uma novidade que obteve grande aceitação por melhorar de forma significativa a fidelidade dos sons dos instrumentos do Médio Oriente.

A evolução prosseguiu com o lançamento do PSR-SX900, em 2019. Os teclados da série PSR-SX passaram a integrar um ecrã táctil, eliminando a necessidade de grandes conjuntos de botões laterais e inferiores e permitindo um painel mais limpo e organizado. Estes modelos passaram igualmente a utilizar as teclas FSB de elevada qualidade, as mesmas presentes no Electone ELB-02 e no teclado de palco CK61, o que representou uma melhoria substancial na qualidade da execução. Os instrumentos foram ainda equipados com a função Time Stretch, que permite alterar o tempo de reprodução de ficheiros de áudio sem modificar a afinação, e com a função Pitch Shift, que possibilita alterar a altura do som sem afectar o timbre, entre outras funções de reprodução áudio. Estas características tornaram-nos instrumentos versáteis, adequados tanto para actuações baseadas em estilos como para actuações em conjunto com ficheiros de karaoke.

  • PSR-SX900

PSR-SX900

Como sucessores do PSR-SX900, os PSR-SX920 e PSR-SX720 evoluíram ainda mais enquanto teclados digitais (workstation), tendo como principal avanço o facto de serem os primeiros modelos da série PSR a incluir as funções Super Articulation Voice+ (S.Art+) e Super Articulation Voice 2 (S.Art2). A S.Art+ alterna de forma fluida entre samples de diferentes técnicas; por exemplo, permite passar de vozes (Voices) de cordas em legato para pizzicato com o simples toque de um botão programável, ou trocar para uma voz de cordas em trémolo através do joystick. A S.Art2 (detalhes a seguir), presente no Genos2 — o modelo topo de gama atual —, abrange um leque muito mais vasto de expressividade musical. Os PSR-SX920 e PSR-SX720 incluem também a função Crossfade Portamento, que suaviza as alterações de afinação em vozes (Voices) de violino e outras cordas. Nos sintetizadores PCM tradicionais, o legato era reproduzido através da alteração da afinação da forma de onda inicial, o que destruía as subtilezas de um legato autêntico. A função Crossfade Portamento faz com que o resultado soe como um instrumento acústico, sem interferência digital, aumentando a expressividade. Por fim, os PSR-SX920 e PSR-SX720 oferecem praticamente as mesmas funções de arranjador dos teclados digitais (workstation) da série Genos, incluindo o dobro dos efeitos de inserção, a função Style Dynamics, a função Smart Chord (que reconhece automaticamente relações harmónicas de tónica, dominante e outros acordes de tonalidades predefinidas, permitindo tocar acordes complexos com um único dedo), entre outras.

Enquanto as séries de topo Tyros e Genos tiveram grande sucesso no mercado — especialmente na Alemanha —, a excelente relação qualidade/preço dos teclados digitais (workstation) de gama média tornou-os particularmente populares na Ásia, no Médio Oriente e na América Latina, contribuindo de forma profunda para a cultura musical de cada país. Tendo isto em conta, a Yamaha promoveu a colaboração na criação de conteúdos entre a sede e a América Latina para a série PSR-SX e seguintes. Existem cerca de 20 países de língua espanhola, e a música de cada um é distinta. Para reproduzir fielmente a música de cada região, equipas da sede da Yamaha e das filiais locais visitaram-se mutuamente ao longo de vários anos em workshops de produção de conteúdos. Hoje em dia, já é prática comum da empresa produzir packs de conteúdos locais de elevada qualidade em cada região.

Com a transferência da base de produção para a YMMA e a possibilidade de comercializar modelos adaptados às necessidades locais, a confiança nos teclados portáteis da Yamaha aumentou significativamente, ajudando a expandir a quota de mercado em cada país. Este caso constitui um exemplo perfeito de produção local para consumo local.

Tyros: Um conceito guiado pelo design

  • Tyros

Em paralelo com estes desenvolvimentos, a Yamaha avançou para outro grande desafio em 2002: a workstation arranger digital Tyros. Ao contrário dos modelos anteriores de teclados portáteis, o desenvolvimento do Tyros teve início a partir de um conceito claramente definido. A abordagem conceptual era também inovadora, colocando o foco no design, mais do que nas funcionalidades digitais. Mesmo os primeiros esboços já incluíam o visor emergente, colunas salientes na parte superior da unidade e painéis laterais adaptados para facilitar o transporte do instrumento. Quando Shinichi Ito — então produtor do modelo na sede da Yamaha — teve contacto com esses esboços, definiu como objectivo criar um design e um som capazes de provocar uma reacção emocional intensa. Na sua visão, o instrumento assemelhava-se a um restaurante, em que o design correspondia à fachada e o som à gastronomia. A sua abordagem centrou-se na procura de soluções que permitissem simular, de forma exaustiva e convincente, o carácter realista dos sons acústicos.

Uma das soluções encontradas foi gravar todos os sons produzidos pelos instrumentos quando eram tocados, incluindo os ruídos. A Yamaha concentrou-se também no facto de que a mesma nota, no mesmo instrumento, soa de forma diferente consoante a forma como é tocada, registando notas executadas de várias maneiras distintas. Com um vasto número de novos ficheiros de samples gravados (Mega Voice), o novo teclado passou a dispor de sons totalmente inéditos, que superavam os dos teclados portáteis existentes. O resultado deste conceito sem precedentes, tanto em termos de design como de som, foi o Tyros, um teclado digital (workstation).

Os teclados digitais (workstation) Tyros foram concebidos para músicos profissionais em palco e apresentavam um design mais elegante, uma vez que não possuíam colunas incorporadas como os teclados da série PSR. (Embora fosse possível instalar colunas na parte superior da unidade principal como opção, a maioria dos músicos utilizava o sistema de som do próprio local, tornando-as desnecessárias.) Para melhorar a visibilidade em palcos pouco iluminados, os principais botões foram equipados com iluminação LED, e alguns outros receberam pequenas lâmpadas LED no canto superior esquerdo. Estas e outras medidas foram implementadas para responder às necessidades dos intérpretes.

  • Tyros

Tyros

O conceito continuou a evoluir e, em 2005, a Yamaha apresentou o Tyros2. A enorme quantidade de sons Mega Voice amostrados incluídos no Tyros colocou um desafio significativo: a sua exploração e utilização plena revelavam-se demasiado complexas com as técnicas tradicionais de teclado. Tome-se como exemplo a guitarra. Técnicas como o rasgueado, fundamentais para o carácter sonoro do instrumento, são impossíveis de reproduzir directamente num teclado. Para ultrapassar esta limitação, a Yamaha desenvolveu a função Super Articulation, que permite reproduzir as articulações características de outros instrumentos sem necessidade de aprender novas técnicas de execução. Por exemplo, a execução legato ou staccato no teclado dava acesso a diferentes amostras, enquanto a roda de pitch bend e os pedais permitiam alternar entre técnicas específicas, ampliando significativamente a expressividade para além do expectável num teclado. Desta forma, tornou-se possível incluir nuances como o ruído das cordas numa guitarra acústica ou o growl de um saxofone, indo muito além da simples reprodução de notas amostradas.

A função Super Articulation conquistou músicos em todo o mundo, sendo possível encontrar inúmeros exemplos da sua utilização em plataformas de vídeo como o YouTube.

Lançado em 2008, o Tyros3 integrou um teclado FSX, que melhorou de forma substancial a resposta e a tocabilidade, novas formas de onda provenientes dos sintetizadores MOTIF, a possibilidade de importar formas de onda externas, entre outras evoluções. Para além do reforço das capacidades enquanto teclado profissional, passou a incluir um gravador de disco rígido de duas pistas, permitindo realizar todo o processo de produção musical num único equipamento. O Tyros3 introduziu ainda a tecnologia Super Articulation 2 (S.Art2), que divide o som em três componentes — ataque, corpo e final —, selecciona instantaneamente os dados de amostragem mais adequados a cada situação a partir de uma vasta base de dados e liga-os de forma fluida. A S.Art2 revela-se particularmente eficaz na simulação de instrumentos de sopro e de outros instrumentos cujo carácter sonoro depende fortemente da técnica de execução, recorrendo à tecnologia AEM (Articulation Element Model).

Dois anos mais tarde, em 2010, a Yamaha apresentou o Tyros4, com dados de estilos melhorados e a função Vocal Harmony. As funções foram actualizadas para acompanhar a evolução dos tempos, incluindo a possibilidade de descarregar conteúdos através de ligação de rede e de reproduzir ficheiros MP3. Nesse período, a série Tyros recebeu várias actualizações que a aproximaram da linha de sintetizadores MOTIF e, em 2012, foi lançada a versão Tyros4B, em preto, com um visual alinhado com o MOTIF XF. No ano seguinte surgiu o Tyros5, que introduziu grooves de bateria reais baseados em áudio e efeitos VCM. O Tyros5 acrescentou mais de 300 novos sons, incluindo sons S.Art2, bem como um gerador de som expandido. Entre outras funções destacam-se a Ensemble Voice, que converte acordes em formações de metais, e o Organ World, que disponibiliza sons clássicos de órgão. O Tyros5 reunia todas as especificações avançadas necessárias para actuações de alto nível. De forma particularmente relevante, a Yamaha lançou também uma versão do Tyros5 com 76 teclas.

  • Tyros4

Tyros4

GENOS teclados digitais profissionais

A série Tyros evoluiu ao longo de quatro atualizações até ao lançamento do Tyros5, registando vendas expressivas durante um período de 15 anos. Contudo, tal como acontece com todos os produtos de longa duração, a sua base de utilizadores envelheceu. O Tyros tinha sido originalmente direcionado para pessoas de meia-idade a seniores (dos 40 aos 70 anos) e, com cada nova atualização de modelo, a procura de substituição por parte dos utilizadores existentes tornou-se o principal foco, dificultando a atração de uma nova geração de clientes.

Para responder a este desafio e conquistar uma nova base de utilizadores, sem deixar de satisfazer os que já apreciavam o Tyros, a Yamaha decidiu desenvolver o Genos, um modelo concebido a partir de um conceito totalmente renovado, em vez de prosseguir a linha até ao Tyros6. Enquanto o Tyros era pensado sobretudo para quem gostava de tocar em casa, o Genos foi criado com especial atenção aos músicos de palco. Na Europa, principal mercado das arranger workstations, muitos músicos atuavam em espaços como lounges e bares — pertencendo a uma geração mais jovem do que o público-alvo do Tyros. A Yamaha prosseguiu o desenvolvimento com o objetivo de ajudar a nova geração de músicos a alcançar o melhor desempenho e, em 2017, apresentou a nova estação de trabalho digital Genos. O nome “Genos” foi inspirado na palavra inglesa generate e no termo grego genos, que significa “povo” ou “grupo”. Esta mudança de nome teve como propósito renovar a imagem do produto.

  • Genos

Genos

A primeira grande diferença em relação ao Tyros foi a adopção do Linux como sistema operativo interno. Esta mudança, semelhante à introduzida mais tarde na série MONTAGE, lançada em 2016, facilitou a adição de novas funções através de actualizações de software. Por outro lado, os músicos de palco valorizaram de tal forma a versão Tyros5 com 76 teclas que a Yamaha decidiu que todas as workstations Genos passariam a contar com esse número de teclas, demonstrando um forte compromisso com as necessidades dos intérpretes em palco. O visor principal passou a integrar um grande ecrã táctil de nove polegadas, que oferecia um controlo mais intuitivo dos sons, dos estilos e dos efeitos, enquanto o visor secundário ficou associado a seis botões rotativos e nove deslizadores, assegurando acesso permanente e em tempo real a parâmetros de som, volume e outros dados relevantes. Esta separação da informação numérica contribuiu para melhorar as actuações ao vivo, uma vez que o visor principal podia continuar a apresentar listas de reprodução, dados das músicas, letras, acordes e outras informações essenciais durante a execução. O ecrã principal apresentava um grande ecrã tátil de nove polegadas que oferecia um controlo mais intuitivo dos sons (Voices), estilos (Styles) e efeitos, enquanto o sub-ecrã estava ligado a seis botões rotativos e nove cursores, dando ao utilizador acesso constante, em tempo real, a parâmetros de sons e volume, entre outros dados úteis. Esta separação da informação numérica ajudava a melhorar as performances em palco, uma vez que o ecrã principal podia continuar a mostrar listas de reprodução e outros dados das músicas, letras, acordes e outras informações que o intérprete necessitava de ter sempre à mão.

Os geradores de som foram igualmente aperfeiçoados, com novas formas de onda amostradas e um número superior de sons em comparação com o Tyros5 — 75 sons S.Art2, face aos anteriores 44, e 390 sons S.Art, em vez de 288. Com estes avanços, os sons Super Articulation das workstations digitais da Yamaha tornaram-se um recurso de enorme valor para músicos que apreciam interpretar vários instrumentos num único teclado. Os geradores de som evoluíram para permitir uma expressão de variações tímbricas muito mais realista do que a anteriormente possível com os geradores AWM.

Os teclados Genos destacaram-se igualmente pelo design, para além das funções. Na Europa, principal mercado das workstations digitais, existia um grande número de artistas a solo que asseguravam tudo, desde a execução musical à apresentação, em espaços como lounges, bares e outros locais. O desafio consistia em conceber um instrumento capaz de captar a atenção destes músicos. Para compreender melhor essa realidade, o designer Kunihiro Takei, do Yamaha Design Laboratory, deslocou-se ao centro desse mercado: a Alemanha. A observação revelou intérpretes que tocavam, cantavam, dançavam e apresentavam espectáculos a um nível tão elevado que se afirmavam como verdadeiros artistas completos, e não apenas como teclistas. Na sua perspectiva, a Yamaha precisava de um design dinâmico, em sintonia com actuações que envolviam todo o corpo. Takei comparou a forma como estes músicos actuavam sob pressão perante o público à imagem de um piloto a conduzir calmamente um avião através de correntes de ar turbulentas. Essa analogia inspirou a criação de superfícies suaves e curvas, evocativas de uma aeronave, e de um painel refinado, capaz de transmitir informação precisa de forma constante, à semelhança dos instrumentos de um cockpit. Partindo ainda da ideia de que a parte traseira e inferior da workstation constituem a sua “face” quando vistas pelo público, optou-se por contrastar deliberadamente a base em tom claro com a parte traseira em preto. Em vez de alinhá-las de forma convencional, estas superfícies foram desencontradas, de modo a captar a luz e a reduzir a sensação visual de acumulação de portas e cabos.

Conjuntamente, todas estas novas ideias fizeram do Genos um enorme sucesso entre os artistas a solo, afirmando-o como a nova referência no universo das workstations digitais.

  • Feature Image

A série Genos prosseguiu com o lançamento do Genos2, seis anos mais tarde, em 2023. O Genos2 inclui um gerador de som AWM com AEM, além de um gerador de som FM, permitindo tocar os sons característicos dos geradores FM desde o lendário DX7. Isto oferece aos músicos de palco acesso ao piano elétrico DX e a outras vozes únicas e nítidas, indispensáveis no panorama musical atual. As amostras de bateria AWM foram gravadas com múltiplos microfones, e a estação de trabalho integra Ambient Drums, proporcionando controlo total da ambiência. Com este recurso, é possível obter as melhores sonoridades de bateria para diferentes contextos de atuação. Em conjunto com a função Style Dynamics Control, torna-se possível ajustar a dinâmica em tempo real de acordo com o desenrolar da música, permitindo que o mesmo estilo soe de forma distinta na estrofe, no refrão ou na ponte. Esta combinação elimina receios de comprometer o ambiente com música inadequada — como, por exemplo, um volume excessivo de bateria num casamento ou numa festa —, representando de forma exemplar as especificações de nível profissional do Genos2.

Para além da bateria, a função Style Dynamics Control aplica-se também às restantes vozes utilizadas em execuções baseadas em estilos, transformando o utilizador num verdadeiro maestro, com controlo absoluto sobre a dinâmica de cada parte.

O Genos2 integra também o mesmo reverb REVelation utilizado no Steinberg Cubase DAW, proporcionando uma melhoria adicional na acústica de base do instrumento. A textura do reverb exerce um impacto profundo no público, sobretudo em atuações em espaços de menor dimensão. Estas melhorias funcionais representam ajustes que correspondem às necessidades da comunidade de utilizadores do Genos e são, na prática, exclusivas de um produto com um conceito de modelo bem definido. Entre outras características, destacam-se os botões e cursores com iluminação LED, que oferecem melhor visibilidade em palcos pouco iluminados, uma porta HDMI para ligação a um ecrã externo e a receção de áudio por Bluetooth.

  • A Yamaha disponibiliza também a aplicação MIDI Song to Style para a série de workstations arranger, que permite criar e editar estilos num computador e carregá-los posteriormente nos instrumentos. Numa fase inicial, a marca lançou o Voice & Style Expansion Pack para as workstations Tyros e Genos, incluindo a série PSR, com o objectivo de expandir os sons de instrumentos e os estilos característicos de cada região. Com a estreia do Genos2, foi apresentado o Voice & Style Expansion Pack 2, bem como o DX7 Pack, concebido para explorar plenamente o potencial do novo gerador de som FM integrado neste instrumento.

  • Pack de Expansão Voice & Style

    Voice & Style Expansion Pack

Estes packs de expansão incluem uma enorme quantidade de conteúdos em termos de dados de estilos (Styles), e é necessária bastante paciência e tempo para percorrê-los até encontrar os estilos (Styles) pretendidos. Para responder a este desafio, a Yamaha disponibiliza a aplicação para smartphone Expansion Explorer, que simplifica tudo, desde a pesquisa de estilos (Styles) até à sua instalação nas estações de trabalho. Imagine-se alguém a tentar encontrar o estilo (Style) certo para a lista de temas de um próximo concerto ao vivo. Basta introduzir uma região, género ou outra palavra-chave, e o Expansion Explorer identifica o conteúdo relevante em todos os Packs de Expansão Voice & Style compatíveis, disponibilizando-o para audição. Assim que o utilizador encontra um estilo (Style) de que gosta, pode renomeá-lo e importá-lo para a sua estação de trabalho. É ainda possível selecionar um ficheiro musical no smartphone, permitindo que a aplicação o analise e recomende estilos (Styles), ajudando a tirar o máximo partido do conteúdo de elevada qualidade dos Packs de Expansão Voice & Style. O Expansion Explorer é compatível com os modelos PSR-SX920/720 e PSR-A5000 (neste caso mediante atualização de firmware), bem como com o Genos2.

Este conjunto completo de recursos de software, hardware e design faz destes teclados digitais (workstation) da série Genos os mais poderosos do mercado atualmente.

A década de 2020 e o futuro do segmento de gama alta

Com o desenvolvimento económico da Ásia e a crescente distribuição de música através da Internet, a cultura musical adquiriu um carácter cada vez mais global. Por exemplo, temas oriundos da América do Norte e do Japão passaram a integrar regularmente as tabelas de êxitos em vários países asiáticos. Estes fenómenos estiveram na origem do aumento do número de pessoas que tocavam música e da multiplicação de oportunidades para actuar com instrumentos electrónicos, como as actuações em cafés e outros espaços de pequena dimensão. Neste contexto, em particular para os artistas a solo referidos na secção dedicada ao Genos, os teclados portáteis de gama alta tornaram-se instrumentos indispensáveis, não só pela qualidade dos sons e dos estilos, mas também pela riqueza de funções e pelo cuidado dedicado ao design. Especialmente para artistas a solo, mencionados na secção sobre o Genos, os teclados digitais portáteis de gama alta tornaram-se indispensáveis em termos de vozes (Voices), estilos (Styles), funções e design.

  • Foi neste contexto que a COVID-19 começou a causar estragos em todo o mundo, em 2020. Tal como em todas as áreas da vida, a pandemia teve um enorme impacto no mercado dos teclados portáteis. Muitos músicos que atuavam em mercados noturnos perderam o emprego devido às restrições que impediam atuações em locais de reunião de pessoas. Como consequência, menos pessoas compraram instrumentos musicais. As restrições às atividades presenciais afetaram também a educação musical, dificultando os esforços de divulgação educativa. A escassez mundial de semicondutores abrandou a produção, travando a recuperação após a pandemia e conduzindo a vários anos muito difíceis.

  • EXPANSION EXPLORER

    EXPANSION EXPLORER

No entanto, em 2025, as indústrias do entretenimento e da educação musical voltariam a florescer, à medida que as economias de muitos países recuperavam para níveis anteriores à pandemia. Os próximos cinco a dez anos serão um período de evolução em sintonia com os serviços de conteúdos da nova geração, como o sistema de fornecimento de conteúdos em rede que começou a ser implementado por volta de 2020. Um exemplo perfeito é o Expansion Explorer, que combina a utilização de smartphones com teclados portáteis. A multifuncionalidade, por si só, não é suficiente — para que um instrumento seja acessível a pessoas que não sejam engenheiros, tem de ser inteligentemente concebido para acrescentar valor de várias formas e servir como ferramenta de comunicação profundamente enraizada na cultura musical.

Os teclados portáteis Yamaha são concebidos para permitir que quem toca consiga expressar plenamente as suas emoções, e, enquanto instrumentos musicais, refletem o compromisso da empresa com a excelência artesanal como fabricante de instrumentos. Um instrumento de qualidade tem o poder de intensificar as emoções do intérprete, dando-lhe a capacidade de comover o público com a sua performance, ao mesmo tempo que refina a sensibilidade de quem o toca — tornando-o ideal também em contextos educativos e terapêuticos. Nesse sentido, o teclado portátil é um instrumento que qualquer pessoa, em qualquer lugar, pode tocar e desfrutar. Tendo sido aperfeiçoado como uma plataforma de referência para teclados, ao incorporar diversas culturas musicais de todo o mundo com base na ideia de facilitar o prazer de fazer música em qualquer momento e em qualquer lugar, o teclado portátil poderá um dia ser visto como um instrumento musical tradicional, a par do violino ou do piano.

Para incentivar as pessoas a partilhar música através dos seus instrumentos, a Yamaha continuará a aperfeiçoar tanto o hardware como o software, para criar os melhores instrumentos musicais possíveis.

to page top

Select Your Location