2as Maiores – à conversa com Nuno Fernandes

Não se esqueçam que a música apenas se divide em dois grandes tipos - a boa e a má!

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Como músico de sessão, estou constantemente a mudar de estilos e atitudes musicais, sendo então fundamental ter instrumentos que me permitam encontrar "esse" som que me vai na cabeça e/ ou disfrutar "dessa" atitude e técnica.

Yamaha: Como foi o teu primeiro contacto com a música?
Nuno Fernandes: Foi ainda muito pequeno, em família com a minha tia a tocar piano e viola, e mais tarde, já aos 10 anos quando fui estudar guitarra clássica.

Yamaha: Quais são as tuas maiores influências na música?
Nuno Fernandes: Em primeiro lugar, a música boa! Esta é uma pergunta muito difícil de responder, pois eu "bebo" música de praticamente todos os estilos desde muito novo. Sempre gostei de Hard Rock, mas foi sempre o jazz e o funk que me impulsionaram para a descoberta. No entanto, olhando o passado, se tiver que dizer nomes, sem dúvida que Miles Davies, John Patitucci e Michael Franks estarão no topo da lista.

Yamaha: Que importância tem a música na tua vida?
Nuno Fernandes: - Toda! Desde 1998 que é a minha profissão e desde que me conheço que sempre andei atrás dela e a carregar com instrumentos de um lado para o outro. Diria que a música e a família são os meus alicerces de vida.

Yamaha: Fala-nos um pouco dos teus projetos atuais?
Nuno Fernandes: De momento estou empolgadíssimo com as gravações do novo disco de duetos do Fernando Tordo, que tem tido participações de artistas extraordinários como: Herman José, Ricardo Ribeiro, Raquel Tavares, Rui Veloso, Maria João, Camané, Tim, Jorge Palma, Rita Red Shoes, Marisa Liz, Anabela, entre outros. O programa do Herman José "Cá por casa", na RTP1, é sempre um entusiasmo e um desfio acompanhar não só o Herman mas todos os artistas que nos vão visitando. Estou também a coproduzir o 2º disco da Ana Stilwell. E o Fado, que tem sido uma viagem incrível de descoberta e aprendizagem.

Yamaha: Podes falar-nos um pouco sobre o material que estás a usar e porque escolheste Yamaha?
Nuno Fernandes: Como músico de sessão, estou constantemente a mudar de estilos e atitudes musicais, sendo então fundamental ter instrumentos que me permitam encontrar "esse" som que me vai na cabeça e/ ou disfrutar "dessa" atitude e técnica. Como tal, sempre precisei de ter vários instrumentos diferentes, e de momento os meus baixos são o Yamaha TRB-JP2, o Yamaha BB-5000AF wide neck e o Yamaha BB-735A.

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O meu baixo principal é o TRB-JP2 que para além de ter uma construção irrepreensível e ser o melhor baixo que alguma vez na vida já me passou pelas mãos, por incrível que pareça é realmente capaz de se adaptar a qualquer situação musical. Confesso que apesar das 6 cordas sempre me terem desafiado, até o ter começado a usar, este modelo nunca tinha sido a minha 1º escolha para baixo principal, justamente pelo numero de cordas e tamanho. No entanto, depois de o começar a usar e de me acostumar a ele, já não imagino outro instrumentos. É incrível como um baixo de 6 cordas consegue soar tão bem e tão limpo. O braço Bolt on e a escolha das madeiras faz realmente a diferença, trazendo um som envolvente, que nos está referenciado na memória de tantas gravações que nos fizeram apaixonar pelo baixo elétrico. O braço é incrivelmente fino e bem contornado, colocando a mão no sitio certo. Em gravação, é incrível, como ele se adapta tão bem a qualquer estilo musical, desde moderno a old school e o espaçamento entre cordas, apesar de assustar numa primeira abordagem, rapidamente se torna lógico e insubstituível, possibilitando o uso das várias técnicas como o slap, palheta ou pizzicato. A adaptação é muito natural, tal como quando mudo do JP2 para o contrabaixo em que não sinto que tenha de adaptar a mão.

O BB-5000AF wide neck é outro vencedor. O seu som clássico com a configuração P/J e o equalizador ativo tornam-no capaz de ir buscar praticamente qualquer som que nos passe pela cabeça. A construção e o braço fino wide neck tornam-no incrivelmente acessível. E a escala em Ébano, tal como no JP2 é dos meus preferidos.

O BB-735A é uma descoberta fresca e revigorante. Apesar de o som e a personalidade deste instrumento ser clássica, este novo modelo, está mais leve e confortável e a possibilidade de alternar entre ativo e passivo oferece um independência incrível.

Uma grande descoberta que fiz, no último ano, foi na amplificação. Durante os últimos anos sempre me debati com o problema de encontrar um amplificador de baixo que funcionasse igualmente bem com baixos passivos, ativos e instrumentos acústicos captados por microfone e/ou piezo. Para além disto nunca gostei de amplificadores que coloram o meu som, obrigando-me a andar à procura das frequências que tenho que anular. A "guerra" sempre foi inglória até ter "descoberto"/ aprendido que a diferença de impedâncias entre os vários pick ups é que impedia essa possibilidade. No ano passado, usava um combo muito pequeno, um dos mais pequenos do mercado, com um altifalante de 8", apenas para estudo e gigs sem bateria, o seu tamanho e peso de pluma tinham sido os argumentos que me convenceram a usá-lo, no entanto a sua falta de definição e potencia deixavam-me sempre algo desgostoso e resolvi trocá-lo por uma coluna amplificada também com 8" mas ligeiramente maior e mais pesada, devido ao twiter, e que em vez de 45 wts tinha 1100 wts (!!!!)... o resultado foi incrível e fiquei rendido logo no primeiro instante, depois, a experiência fez-me desistir dos outros amplificadores de baixo que usava. As colunas amplificadas DXR, para além dos seus incríveis 1100 wts, são completamente transparentes. Como tal basta ligar o baixo ou o contrabaixo direto à coluna para ter o som perfeito. Quando ligo a minha DI preferida pelo meio ainda consegue ficar melhor e o som que vai para a frente do PA é igual ao que sai na minha coluna ou nos meus in-ears. Das DXRs, a que mais uso é a mais pequena da série, a DXR8. Por incrível que pareça, com uma altifalante de 8" consigo ter grave e definição.

Yamaha: Alguma mensagem final para os jovens músicos?
Nuno Fernandes: Ouçam muita música independentemente do estilo. Não se esqueçam que a música apenas se divide em dois grandes tipos - a boa e a má! É incrível como podemos ir buscar referencias a qualquer estilo musical, mesmo sem nos apercebermos logo à primeira. Amem a vida e a música, nunca parem de procurar e estudar.

Nuno Fernandes utiliza:

  • Baixo Yamaha TRB-JP2
  • Baixo Yamaha BB-5000AF (Fretless)
  • Baixo Yamaha BB-733A
  • Piano Digital Yamaha P35
  • Coluna Amplificada Yamaha DXR8
  • Auscultadores Yamaha HPH-MT8
  • Sistema sem Fios Line 6 Relay G10

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